
Tenho um barco,
Um oceano
e horizontes movediços
Penso,
tenho o universo
e um infinito movediço
Vivo,
tenho a morte
morte movediça.
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Quando quero ser profundo, instigante, inteligente, devaneio sobre a causa das coisas ou sobre seus destinos últimos.
Difícil mesmo é ser tudo isso, quando se tem nas mãos somente o presente...
mesmo que saiba que na medida em que escrevo, registro apenas memórias e expectativas futuras (perdoem-me pela redundância necessária)
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RMG
Fevereiro de 2010