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Embora de conteúdo jurídico, este blog tem a pretensão de abrir o debate sobre questões relacionadas à família, aos relacionamentos, em qualquer de suas configurações, e, para isso, quero contar com a participação de todos, independentemente de arte, ofício ou profissão; ideologias ou credos; afinal, é do diálogo plural e democrático que nascem as idéias e valores que, de alguma maneira, hão de dar os contornos à sociedade que desejamos.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Culpa: grande vilã nos momentos de separação?

O propósito desse post é provocar quem entende do assunto. Por experiência profissional e um pouquinho de sensibilidade, há décadas, tenho observado que a culpa, geralmente experimentada por aquele que deflagra o processo de separação, é a grande vilã quando, por consenso, se tenta alinhavar os seus termos, cláusulas e condições.

Homens e mulheres agem e reagem diferentemente ao "peso" da culpa pela separação, pelo malogro de um projeto de vida.

Como dizem - acertadamente os orientais, a meu ver! - homem é como palha que se inflama e se consome mais rápido do que seria razoável esperar por algumas sinapses.

Mulheres, contrariamente, elaboram os sentimentos e, dificilmente, perdem essa queda-de-braços, até porque, sabem desde sempre que não precisam de força, tão valorizada no universo masculino, mas somente de paciência e inteligência (emocional, especialmente).

Costumo dizer que as mulheres, infinitamente mais maduras que os homens, elaboram e vivem o luto da separação, antes, muito antes mesmo de sua "oficialização".

Pois bem! A partir dessas imprecisas impressões pessoais, sabendo que há considerável número de psicólogos(as) e de mulheres que acompanham o blog, gostaria de colher as opiniões desse grupo privilegiado, capacitado a lançar luzes em tão delicado tema.

Alguém se habilita? (torço para que sim!)

RMG